> Reabilitação Cardiopulmonar Juiz De Fora – Vivas

Reabilitação Cardiovascular

reablitação cardiopulmonar em juiz é na vivas

Muitas pessoas só ficam sabendo que existe um trabalho especializado de Reabilitação Cardiovascular depois que levam um susto ao sofrer um infarto ou precisam passar por uma cirurgia cardíaca. E eu nem estou falando da maioria das pessoas. A maioria mesmo, nem fica sabendo! O que é uma pena.

As doenças cardiovasculares são as doenças mais frequentes no mundo todo. E, além da grande prevalência, são também as principais causas de complicações de saúde e de morte. Diante deste cenário que afeta grande parte da população de necessitar de tratamentos longos e de hospitalizações, é constante a busca por tratamento com boa relação de custo efetividade. Significa dizer que a redução de custo de saúde relacionadas às doenças cardiovasculares é um grande desafio da saúde mundial. E não só por isso. Também é um grande objetivo, no mundo todo, oferecer maior saúde e mais qualidade de vida às pessoas acometidas por essas doenças.

O que é Reabilitação Cardiovascular?
É um conjunto de estratégias que visam aumentar a saúde cardiopulmonar e oferecer a maior capacidade física possível ao paciente com doença cardiovascular. Saúde Cardiopulmonar é o bom funcionamento do coração e dos pulmões de maneira coordenada com os músculos. Muitas vezes, para falar de sáude, precisamos entender as doenças. Então vou resumir brevemente algumas informações sobre as doenças e volta a falar de saúde e de reabilitação.

As doenças cardiovasculares refletem o mau funcionamento do coração e da circulação, reduzem o nível de atividade física, as reservas de energia do corpo e prejudicam o metabolismo. O resultado é um quadro de sarcopenia, redução importante da quantidade e da função dos músculos. Assim, a perda de Saúde Cardiopulmonar é percebida por sintomas de cansaço, fadiga, desânimo ou falta de ar e está associada à redução da saúde geral, deixando o organismo mais fraco e vulnerável.

Quando um indivíduo sofre um infarto ou passa por uma cirurgia cardíaca todo este quadro fica ainda mais acentuado. Logo, as estratégias de Reabilitação já devem ser iniciadas ainda no hospital. Para você compreender melhor, vou explicar quais são as etapas da Reabilitação.

A primeira etapa é iniciada ainda durante a internação, logo após a cirurgia. Chamamos esta etapa de FASE 1. Geralmente o fisioterapeuta do hospital inicia as orientações sobre mudanças de posicionamento, importância da tosse e alguns exercícios leves como caminhadas e fortalecimento muscular. A fase 1 tem objetivo de reduzir complicações relacionadas a hospitalização e ao procedimento cirúrgico, acelerando a alta do hospital.

O paciente então recebe alta do hospital e vai para casa. Esta alta ainda não significa que ele está plenamente recuperado. Significa que ele não precisa mais dos cuidados intensivos do hospital e que já pode voltar aos poucos às atividades. Portanto, o paciente deve iniciar a FASE 2 da reabilitação. Para isso, ele precisa procurar um fisioterapeuta em uma clínica especializada em saúde cardiopulmonar. Nesta etapa, o fisioterapeuta irá avaliar a capacidade cardiorrespiratoria e a função muscular ventilatória e periférica durante a consulta. Com os resultados desta avaliacao, somados à historia do paciente, o fisioterapeuta irá conduzir a reabilitação com tratamento especifico, associando exercício físico e técnicas fisioterápicas. Não se trata apenas de caminhar. É preciso ter o planejamento da dose certa e segura, por isso a importância do profissional adequado. A FASE 2 pode durar em média de 3 a 6 meses, dependendo de cada caso. Espera-se que ao final desta fase o paciente consiga ter redução significativa dos sintomas de cansaço e consiga retomar de forma independente as atividades de lazer, domésticas e no trabalho.
Mas ele ainda não possui a maior capacidade física possível, ou seja, ele ainda não está totalmente recuperado e deve iniciar, portanto, a FASE 3.

Na FASE 3, a intensidade do exercício físico é maior. O paciente já começa a fazer atividades um pouco intensas e o objetivo é aumentar significativamente a tolerância aos esforços. O treino aeróbio fica mais intenso e o treino resistido também. O paciente precisa fazer força durante a reabilitação para alcançar a capacidade física desejada, aquela que aumenta de fato a saúde Cardiopulmonar e previne mais complicações. O fisioterapeuta deve conduzir esta fase por 6 a 12 meses, preparando o paciente para que ele fique independente na prática de exercícios físicos e adote este comportamento ativo para o resto da vida. Quando estes objetivos forem alcançados, o paciente receberá alta fisioterapêutica da FASE 3 e será encaminhado para a FASE 4.

A FASE 4 é o tal “resto da vida”. É a adoção da prática regular de exercício fisico como rotina e isto não tem prazo para acabar, deve ser para sempre. Pode ser em clínica, na academia ou alguma prática esportiva. O importante é que o paciente se sinta bem e consiga manter consistência. Mesmo que ele esteja liberado para esta prática, é importante que ele consulte periodicamente o fisioterapeuta cardiopulmonar para reavaliações.

É importante lembrar que não só os pacientes que infartaram ou que passaram por uma cirurgia cardíaca precisam de reabilitação cardiovascular. Qualquer doença do coração e da circulação afeta a capacidade física e provoca sintomas desconfortáveis. Portanto, se você sente cansaço, fadiga, desânimo, tontura ou falta de ar e tem alguma dessas doenças, consulte um fisioterapeuta especializado em saúde cardiopulmonar. Se você conhece alguém com essas características, envia este texto para ela. A prevenção é sempre a melhor opção!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *